De Luiz Cotta

Você é o Ique, eu presumo

Tentei por muitos anos estar mais distante do personagem que criei. Queria que ele tivesse uma espécie de vida própria, que fosse mais independente das minhas desventuras. Nunca consegui.

Revendo algumas das velhas tiras que não se perderam, encontrei algumas que falam de estatura e cabelo. O Ique é um neurônio! Nem estatura, nem o corte de cabelo importam. Mas escrever a tirinha era como olhar no espelho sem gostar do que eu via.

Tendo perdido o acervo – digital e físico – dá pra repensar tudo. A primeira tirinha produzida em 2018 ainda liga-se ao passado e, sobretudo, à velha dinâmica do personagem. Platonices ainda estão no horizonte – o Ique é um incorrigível e inseguro romântico – mas há mais por fazer. 

No primeiro esforço, foi preciso prever uma trajetória mais longa (temos texto para algumas semanas!) e até reaprender a desenhá-lo com as novas ferramentas que uso. Recomeçamos, Ique e eu, no mesmo ponto em comum, a história que (quase) deu cabo dele. Tendo o autor a superado, é a vez do Ique explorá-la pra construir uma história mais própria, mais neurônica.

A patronagem que me puxe a orelha, se o rapazinho, de novo, desandar.

Pra participar e apoiar o Ique, acesse http://apoia.se/luizcotta

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